Washington e Teerã estariam a um passo de um acordo, mediado por Omã, para a reabertura do estratégico estreito marítimo. Nos acordos preliminares às negociações sobre o programa nuclear, teriam sido feitas concessões a Teerã quanto ao controle da passagem. Presidente dos EUA, Trump, faz a seguinte advertência: “Atacaremos duramente se os acordos fracassarem”
Paola Simonetti – Vatican News
O Irã confirmou que um acordo está próximo, mas negou que haja negociações diretas com os Estados Unidos. “O acordo está próximo”, esclareceu Teerã, “se os EUA deixarem de interferir nas negociações com Omã, tentando fazer crer que influenciam esse processo, com Trump buscando construir um resultado político para apresentar à opinião pública interna norte-americana”.
Os termos do acordo
Os acordos para a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo o veículo Axios, preveem um mecanismo provisório de 60 dias, potencialmente prorrogável, para a livre circulação de navios comerciais, incluindo petroleiros, e endossariam as exigências iranianas sobre o controle da passagem marítima que, antes da guerra, o Irã não detinha, criando um corredor seguro para os navios “garantindo os interesses do Irã como país ribeirinho”. Um reinício da navegação que o chefe da Casa Branca considera possível em poucas horas, sob pena, segundo ele, de “novos golpes duríssimos contra Teerã”.
As tensões na região
Essas notícias, que provocam uma alta acentuada nos preços do petróleo, não impedem, no entanto, as hostilidades na região: os houthis do Iêmen, aliados do Irã, assumiram a autoria do ataque ao aeroporto saudita de Najran e lançaram um ataque na noite, terça-feira, 4 de agosto, contra um cargueiro indiano no Mar Vermelho, na costa do Iêmen, que foi “afundado”, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores de Délhi.











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