Milhares de emigrantes entram hoje em Portugal


Milhares de emigrantes portugueses estão hoje a ser recebidos na fronteira de Vilar Formoso por entidades que sensibilizam para a segurança rodoviária e ambiental, com alertas para o excesso de cansaço e perigo de incêndios.




“A Guarda Nacional Republicana (GNR) aconselha todos os condutores a uma condução defensiva e, se necessário, durante a viagem, [que] façam paragens para descansar”, afirmou o comandante do Destacamento de Trânsito da GNR da Guarda, tenente Paulo Rodrigues.

Um conselho a que se junta um pedido para “efetuar um planeamento adequado à respetiva viagem e também devem adequar a condução às condições do respetivo veículo”.

A sensibilização é feita enquanto deixa uma “mensagem de boas vindas a todos os emigrantes que estão a regressar” a Portugal para que “possam estar com as suas famílias”.

No saco que é oferecido a todos os veículos que não seguem diretos pela autoestrada e optam por passar a fronteira em Vilar Formoso, “primeiro momento de paragem em Portugal”, indica o tenente, vai também um panfleto com alertas para os riscos de incêndio, com conselhos a ter.

“Os incêndios florestais têm preocupado os portugueses a através desta campanha de segurança rodoviária também estamos a tentar transmitir os cuidados a ter”, como, por exemplo, “não atirar lixo nem cigarros e cigarrilhas para zonas florestais”.

O tenente falava aos jornalistas na fronteira de Vilar Formoso, concelho de Almeida, distrito da Guarda, no decorrer da ação de sensibilização, Sécur’Été 2026 – Verão em Portugal”, promovida por a associação Cap Magellan, principal e maior associação de jovens lusodescendentes em França, e que tem uma “parceria fundamental” com a GNR para estas iniciativas a que hoje se juntou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.

“Primeiro é dar as boas vindas e a grande mensagem é a questão da segurança. Muitos dos que viajam de carro andam 14, 16 horas consecutivas, com uma grande ansiedade de chegar a Portugal e à terra e, muitas vezes, ignoram os sinais que o corpo dá de cansaço”, alertou o governante.

E, por isso, aconselha, “é melhor esperar mais um bocado, demorar mais uma hora, o que importa é chegar bem” e, aos condutores e familiares, foi mesmo dizendo para pararem “um bocadinho e se vir que está cansado, dê-lhe uma chapadinha”.

“Aqui, o cansaço acumulado já é muito significativo […] viajaram toda a noite e nota-se na cara algum cansaço e depois os sinais ignoram-se porque estão a chegar, está perto, a uma ou duas horas e depois, às vezes, é quando as coisas acontecem, porque as pessoas não reparam nesses sinais”, sublinhou Emídio Sousa.

O governante disse ainda que a presença na fronteira era um “sinal de carinho” tendo em conta o “apreço muito especial” pelos emigrantes que, sempre que chegam a Portugal, “trazem animação às terras, principalmente no interior”.

“E queremos que se sintam bem acolhidos”, vincou.

A presidente da associação Cap Magellan, Lurdes Abreu, disse à agência Lusa que foram preparados “seis mil sacos para distribuir” por todos os veículos e até à hora de almoço e, desde as 08:30 de hoje, “foram já bastantes” entregues.

“Sentimos, no entanto, uma alteração por causa dos incêndios de Bordéus e muitos emigrantes adiaram a vinda para cá, por causa do desvio que era obrigatório”, disse Lurdes Abreu.





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