O ciclista britânico Finlay Tarling, de 19 anos, morreu na sexta-feira durante a oitava etapa da Volta a Portugal, atropelado por um ligeiro de mercadorias que não fazia parte da prova, na freguesia de Arcozelo, em Ponte de Lima, disse então à Lusa fonte da GNR.
Pouco depois, começou a circular nas redes sociais um vídeo, visualizado pela Lusa, de um agente da PSP a mandar parar, na mesma etapa, o trânsito em Braga para que passassem dois outros ciclistas, acompanhado do comentário: “Polícia abre a estrada antes da Volta acabar não houve outra tragédia por sorte”.
Segundo a PSP, a atuação visível no vídeo decorreu “em estrito cumprimento com o planeamento prévio e com as solicitações articuladas nas reuniões preparatórias com o promotor do evento” e a GNR, à qual compete o “acompanhamento dinâmico do pelotão”.
“A reabertura do trânsito automóvel por parte da PSP processa-se sempre após a passagem do pelotão principal e de toda a cápsula de segurança da caravana. O momento captado no vídeo reflete exatamente essa fase: o pelotão já havia passado e o trânsito foi reaberto”, sustenta a força policial.
Neste caso, os dois ciclistas em causa circulavam “com quase 15 minutos” de atraso “relativamente ao pelotão” e “vinham, de acordo com o procedimento habitual, devidamente acompanhados por batedores da GNR e junto ao carro-vassoura final”.
“O efetivo da PSP manteve os cortes efetuados após a passagem do pelotão nas extremidades da sua área de responsabilidade (nomeadamente na variante do Cávado e Nogueira) até que a circulação fosse reaberta pela GNR nas zonas adjacentes”, acrescenta.
Na nota, a força policial expressa ainda “as mais profundas condolências à família, amigos e equipa do atleta Finlay Tarling”, que integrava a NSN Development Team.
A 87.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta terminou no domingo, no Porto, e foi conquistada pelo francês Alexis Guérin, da Anicolor-Campicarn.
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