Mundial Futebol 2026: Percurso da Espanha até à final do Mundial 2026 | Funchal Notícias | Notícias da Madeira – Informação de todos para todos!


A Espanha chegou à final sem qualquer derrota e com um percurso marcado sobretudo pela solidez defensiva, controlo da posse de bola e eficácia nos jogos a eliminar. Em sete partidas, somou seis vitórias e um empate, marcou 13 golos e sofreu apenas um.

Fase de grupos — Grupo H

Espanha 0–0 Cabo Verde

15 de junho — Atlanta

A estreia foi mais difícil do que o esperado. A Espanha teve maior iniciativa, mas encontrou uma seleção cabo-verdiana organizada, compacta e competente a fechar os espaços interiores.

Este empate funcionou como um aviso: ter muita bola não significava necessariamente criar ocasiões claras. A seleção espanhola percebeu que precisava de acelerar mais a circulação e explorar melhor as alas.

Espanha 4–0 Arábia Saudita

21 de junho — Atlanta

No segundo encontro surgiu uma Espanha muito mais agressiva. A equipa aumentou o ritmo, pressionou mais perto da baliza adversária e transformou o domínio territorial em golos.

Foi o jogo que estabilizou a campanha espanhola. A vitória folgada melhorou a confiança e demonstrou que a equipa conseguia desmontar blocos defensivos baixos.

Uruguai 0–1 Espanha

27 de junho — Guadalajara

A Espanha encerrou a fase de grupos com uma vitória curta, mas muito importante, diante de um adversário fisicamente intenso.

O encontro exigiu paciência. O Uruguai procurou impedir a construção espanhola através da pressão e dos duelos individuais. A Espanha respondeu com circulação segura, controlo emocional e capacidade para proteger uma vantagem mínima.

Com este resultado, terminou em primeiro lugar do Grupo H, com sete pontos. A classificação como vencedora do grupo foi confirmada pela FIFA.


Dezasseis avos de final

Espanha 3–0 Áustria

2 de julho — Los Angeles

Na primeira eliminatória, a Espanha realizou uma das suas exibições mais convincentes.

A Áustria tentou pressionar alto e tornar o jogo intenso. Contudo, a seleção espanhola conseguiu ultrapassar essa pressão com passes curtos, movimentos coordenados e superioridade numérica no meio-campo.

Depois de abrir o marcador, controlou o encontro com maturidade. A margem de três golos refletiu uma vitória clara e sem grandes sobressaltos.


Oitavos de final

Portugal 0–1 Espanha

6 de julho — Dallas

O duelo ibérico foi uma das provas mais exigentes do percurso espanhol.

Portugal apresentou qualidade técnica, capacidade de pressão e jogadores capazes de decidir através de ações individuais. A Espanha, porém, conseguiu reduzir o espaço disponível entre as linhas e impedir que Portugal desenvolvesse ataques de forma contínua.

Foi um jogo decidido nos detalhes. A Espanha não dominou de forma absoluta, mas mostrou maior eficácia e capacidade para gerir os momentos críticos. A FIFA registou o triunfo espanhol por 1–0 no quadro oficial da fase a eliminar.

Leitura do jogo: esta foi uma vitória de resistência e disciplina, mais do que uma demonstração de superioridade ofensiva.


Quartos de final

Espanha 2–1 Bélgica

10 de julho — Los Angeles

Contra a Bélgica, a Espanha sofreu o único golo de toda a sua campanha até à final.

A equipa belga apresentou maior capacidade de transição do que os adversários anteriores. Sempre que recuperava a bola, procurava avançar rapidamente antes de a Espanha reorganizar a defesa.

A seleção espanhola venceu porque conseguiu manter a identidade mesmo nos momentos de maior pressão. Não abandonou a construção apoiada, continuou a controlar o meio-campo e encontrou soluções ofensivas suficientes para marcar dois golos.

Este encontro mostrou que a Espanha também conseguia vencer quando o jogo se tornava menos controlado e mais imprevisível.


Meia-final

França 0–2 Espanha

14 de julho — Dallas

Na meia-final, a Espanha enfrentou uma seleção francesa perigosa nas transições e com jogadores capazes de explorar qualquer espaço deixado nas costas da defesa.

O plano espanhol foi muito claro:

  • controlar a posse de bola;
  • impedir que a França recuperasse em zonas avançadas;
  • reduzir o espaço disponível para Kylian Mbappé;
  • pressionar imediatamente depois de perder a bola;
  • obrigar os franceses a defender durante períodos prolongados.

A estratégia funcionou. A Espanha retirou velocidade ao jogo francês e venceu por 2–0, garantindo a presença na final. A imprensa internacional destacou a disciplina tática, a posse paciente e a capacidade espanhola para limitar as oportunidades do adversário.


Balanço do percurso

Fase Adversário Resultado
Fase de grupos Cabo Verde 0–0
Fase de grupos Arábia Saudita 4–0
Fase de grupos Uruguai 1–0
Dezasseis avos de final Áustria 3–0
Oitavos de final Portugal 1–0
Quartos de final Bélgica 2–1
Meia-final França 2–0

Números principais

  • Jogos: 7
  • Vitórias: 6
  • Empates: 1
  • Derrotas: 0
  • Golos marcados: 13
  • Golos sofridos: 1
  • Jogos sem sofrer golos: 6

A grande força da Espanha foi a consistência. É como uma equipa de xadrez que ocupa primeiro as casas importantes do tabuleiro e só depois procura o ataque decisivo. A seleção espanhola não precisou de transformar todos os jogos em espetáculos ofensivos. Controlou o espaço, reduziu os riscos e escolheu cuidadosamente os momentos para acelerar.

A final

A Espanha irá defrontar a Argentina, no domingo, 19 de julho de 2026, às 20h00 em Portugal continental e na Madeira, no Estádio de Nova Iorque/Nova Jérsia, em East Rutherford.

Será um confronto entre duas equipas invictas. A Espanha procura conquistar o segundo Mundial da sua história, enquanto a Argentina tenta conservar o título.


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