Copa do Mundo 2026 adota megalomania e estilo bélico ‘made in USA’


Para completar, essas partidas serão realizadas no maior território já usado no Mundial por conta da sede tripla: EUA, Canadá e México. São 21 milhões de quilômetros quadrados, mais do que a Rússia em 2018.

Optou-se por 16 sedes, número que só é inferior à Copa de Coreia do Sul e do Japão, na qual eram 20 estádios. Mas, ali, as distâncias eram bem menores.

A esse gigantismo territorial, some-se a potência da economia dos EUA. Não por acaso a Fifa viu no país norte-americano a possibilidade de lucrar como nunca em uma Copa.

A previsão é de que a entidade arrecade US$ 13 bilhões (R$ 67 bilhões) no ciclo da Copa do Mundo (2023 a 2026), a maior parte deste valor com o próprio evento. O montante representa um crescimento de 72% em relação ao ciclo anterior do Qatar.

A política de preços exorbitantes cobrados pelos ingressos teve grande impacto nesta receita, algo que só foi possível porque o mercado norte-americano permite a revenda por preços sem limites de entradas.

Satisfeito com as cifras, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que se tornou aliado próximo de Donalp Trump, presidente dos EUA, fez concessões aos americanos em relação à organização do Mundial.





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