A Fifa lançou oficialmente o ranking que vai definir parte das vagas para o Mundial de Clubes de 2029, e o primeiro retrato da disputa coloca o Palmeiras na liderança da América do Sul. O sistema organiza a corrida global ao longo do ciclo 2025-2028, somando pontos por resultados e avanço nas competições continentais, criando uma tabela contínua dentro de cada confederação e dando transparência a um processo que antes era pouco visível.
Além dos clubes já classificados como campeões continentais, como o Flamengo na Libertadores e o Paris Saint-Germain na Europa, o ranking a define as vagas restantes. Entre os times ainda sem lugar assegurado, os líderes por continente neste momento são o Al Hilal-ASA na Ásia, o Mamelodi Sundowns-AFS na África, o Tigres-MEX na CONCACAF e o Arsenal-ING na Europa, indicando como a disputa se desenha fora dos campeões.
O top-5 do ranking tem o Palmeiras com 53 pontos na liderança, seguido pelo Flamengo, já garantido, com 51, LDU, do Equador, com 44, e os argentinos Racing e Estudiantes empatados com 35. A sequência mostra ainda a força e a profundidade dos clubes brasileiros: o São Paulo aparece em sexto, o Botafogo é o décimo colocado e o Internacional surge em 15º. Mais atrás, o Fortaleza é o 18º, o Bahia o 24º e o Corinthians o 26º, formando um bloco amplo de clubes ainda vivos na disputa por vagas.
A lógica do ranking é direta: três pontos por vitória, um por empate e bônus por avanço de fase nas principais competições continentais. A exceção é a Champions League, que ganhou um ajuste específico por conta do novo formato, garantindo equilíbrio entre equipes que jogam mais partidas nos playoffs e aquelas que avançam diretamente às fases eliminatórias.
Com isso, a Fifa transforma a classificação para o Mundial em uma corrida de longo prazo, em que regularidade pesa tanto quanto conquistas pontuais. Para a América do Sul, que terá seis vagas no torneio, o cenário indica desde já uma disputa menos episódica e mais estratégica. O Palmeiras larga na frente, o Flamengo aparece colado, e, atrás deles, um grupo numeroso de brasileiros mantém o país no centro da briga por presença no principal torneio de clubes do calendário global.