A regra atual de limite por país pode virar alvo de mudança, com impacto direto na Inglaterra. A edição disputada no ano passado, nos EUA, teve 12 representantes europeus, mas ficou sem campeões nacionais como Liverpool, Barcelona e Napoli, porque a classificação considerou os quatro últimos vencedores da Champions League e equipes do ranking da Uefa na Fifa, mas com a limitação de duas por país.
A EFC defende que mais europeus aumentariam o valor comercial do torneio, em meio a dificuldades na venda de direitos de TV. A Fifa fechou um acordo global de 1 bilhão de dólares com a plataforma DAZN depois que a empresa recebeu um investimento equivalente da Surj Sports Investments, ligada ao governo da Arábia Saudita.
Como a parceria com a EFC muda o cenário
A EFC já tem uma parceria com a Uefa, a UC3, que administra competições de clubes na Europa. A tendência, segundo o Guardian, é que o arranjo com a Fifa siga uma lógica parecida, após um período de atrito antes da primeira edição do Mundial ampliado.
A entidade europeia reúne mais de 700 clubes e é presidida por Nasser Al-Khelaifi, do PSG. O Real Madrid voltou ao grupo neste ano após ter sido suspenso por cinco anos por defender a criação da Superliga Europeia e ser readmitido depois de se retirar formalmente do projeto, em fevereiro do ano passado.
A Fifa avalia positivamente o trabalho comercial feito pela EFC para a Uefa, com alta previsão de receitas. As receitas de mídia e patrocínio da Champions League e de outros torneios europeus devem crescer cerca de 25% no próximo ciclo de quatro anos, a partir de 2027, de acordo com a reportagem.