Também a Dinamarca ficou fora das contas, apesar da presença de uma nova geração talentosa. A seleção nórdica não conseguiu superar adversários diretos no grupo e confirmou uma das maiores deceções da fase europeia de play-off. Outra ausência de peso europeia é a Polónia e Lewandowski, Bednarek, Kiwior e Pietruszewski, que caiu no play-off aos pés da Suécia de Gyokeres.
Na América do Sul, a ausência mais sonante é a do Chile. A chamada “geração dourada”, que conquistou duas Copas América na última década, parece definitivamente ter chegado ao fim. Sem capacidade para renovar o plantel ao mesmo nível, os chilenos ficaram longe dos lugares de qualificação.
Outra ausência relevante é a da Nigéria. Uma das seleções africanas mais fortes das últimas décadas voltou a desiludir e falhou o apuramento após uma campanha marcada por problemas defensivos e instabilidade federativa. A eliminação deixa fora do mundial várias estrelas habituadas aos grandes palcos europeus, como Victor Osimhen ou Chukwueze.
Já na Ásia, a China voltou a falhar o objetivo de regressar a um Campeonato do Mundo. Apesar do forte investimento no futebol nos últimos anos, os chineses continuam sem conseguir afirmar-se entre as principais potências do continente.
Além das ausências confirmadas, algumas seleções tradicionais estiveram muito perto da eliminação e só garantiram presença nas últimas jornadas, demonstrando o crescente equilíbrio competitivo no futebol internacional.
O novo formato do Mundial abriu portas a mais países, mas também mostrou que a história já não garante presença automática. Em 2026, vários gigantes vão assistir ao torneio pela televisão, enquanto novas seleções terão a oportunidade de escrever páginas inéditas no maior palco do futebol mundial.