Sistema estreou na Série A sem bola com sensor, depende de validação do VAR e gerou questionamentos
Publicado em 28 de julho de 2026 às 12:48

A estreia do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro chamou atenção na 20ª rodada e levantou questionamentos depois que gols de Bahia e Flamengo foram anulados por diferenças consideradas mínimas. Embora a tecnologia tenha o mesmo objetivo da utilizada na Copa do Mundo, o modelo adotado pela CBF apresenta diferenças importantes em relação ao sistema da Fifa. >
A principal mudança está na forma como o momento do passe é identificado. Na Copa do Mundo, a bola contava com um sensor interno capaz de registrar cerca de 500 informações por segundo, determinando com precisão o instante exato do toque. No Brasileirão, como a bola não possui esse recurso, essa identificação é feita por meio das imagens captadas pelas câmeras instaladas no estádio.>
Pedro (Flamengo): 12 gols
por Adriano Fontes/Flamengo
Para suprir a ausência do sensor, a empresa Genius Sports equipou as arenas com entre 28 e 32 câmeras em resolução 4K, que gravam a 100 quadros por segundo. Já o sistema utilizado pela Fifa combinava 16 câmeras ópticas, rastreamento de pontos do corpo dos atletas, a bola com chip e modelos digitais produzidos a partir de escaneamentos em três dimensões dos jogadores.>
No futebol brasileiro, a tecnologia reconhece automaticamente os jogadores envolvidos no lance, aponta o provável momento do último toque na bola e desenha as linhas de impedimento. Antes da decisão ser confirmada, porém, os árbitros de vídeo precisam verificar as informações geradas pelo sistema.>
Segundo a CBF, o recurso “opera com captura de imagens a 100 quadros por segundo e identifica automaticamente o exato instante do último contato”. A conferência feita pela equipe do VAR é justamente o que faz a ferramenta ser classificada como semiautomática.>
O protocolo de arbitragem também segue um caminho diferente do adotado na Copa do Mundo. Enquanto o torneio da Fifa permitia que impedimentos claros fossem comunicados rapidamente ao árbitro de campo, possibilitando ao assistente levantar a bandeira mais cedo, no Brasileirão permanece a orientação para deixar a jogada seguir até o fim antes da revisão pelo VAR.>
Outra diferença percebida pelo público está na transmissão dos lances. Nas primeiras partidas com a nova tecnologia, foi exibida apenas a animação em três dimensões mostrando atacante, defensor e a linha de impedimento, sem a imagem que indica o instante do passe. A CBF informou que trabalha em um ajuste para incluir essa etapa nas exibições.>
Na rodada de estreia do impedimento semiautomático, o sistema foi acionado em cinco revisões e registrou tempo médio de análise de 47 segundos.>












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