Villas-Boas: «Froholdt estava apalavrado para a Bundesliga mas não houve acordo»


Presidente do FC Porto revelou alguns pormenores sobre negócios emblemáticos dois últimos dois anos

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, abordou questões do mercado de transferências em declarações ao podcast Primeiro Toque. O dirigente levantou um pouco o véu sobre vários negócios concretizados no passado.

Assegurando que, desde que assumiu o cargo, o scouting e a filtragem de jogadores suportam muito daquilo que é o trabalho do clube no mercado de transferências, Villas-Boas «orgulha-se» de «ter trazido para níveis aceitáveis» as comissões de intermediação.

«É muito importante trabalhar em antecipação. Por isso é que esta época 2025/26 foi um sucesso ao nível de contratações, porque perdemos horas e horas em reuniões, em criar um FC Porto ainda mais atrativo para muitos talentos. Só assim conseguimos reunir nesta equipa talentos extraordinários. Foi fruto de muitas reuniões durante meses, muitos convencimentos, muitas táticas, muitas reuniões secretas também. Dá prazer, mas retira muito de uma pessoa», admitiu.

Em seguida, Villas-Boas foi ao detalhe no negócio de Victor Froholdt, considerado o Jogador Revelação da temporada 2025/26 na Liga.

«Não se chegou a concretizar a transferência dele para a Bundesliga, mas a verdade é que estava apalavrada. Foi apalavrada depois de o FC Porto já ter estado, em Copenhaga, com a família e o agente. Depois, fruto da negociação que se deu entre esse clube da Bundesliga e o Copenhaga, não houve acordo e o FC Porto tinha uma janela muito curta de tempo para poder atuar. Atuou e trouxe o jogador para aqui. Normalmente este jogador não devia estar aqui, devia estar noutro campeonato», regojizou-se.

Já no caso de Jakub Kiwior, vindo do Arsenal, Villas-Boas diz que o polaco «adorou o projeto do FC Porto», apesar de ter contado com o interesse de outros clubes.

«O FC Porto é o clube com mais títulos no futebol nacional, é o clube português com mais títulos no futebol internacional, tem uma história sem paralelo e sem precedentes, e há muitas pessoas que veem uma fotografia destes troféus e querem vir para o FC Porto», disse AVB, em relação ao defesa.

Villas-Boas ainda recuou à temporada 2024/25, abordando pormenores da transferência (surpresa) de Samu Aghehowa

«Esta história é muito curiosa. Deu-se a falha da transferência dele para o Chelsea, com o Chelsea a alegar lesões que o jogador não tinha, ou seja, que no nosso departamento médico não foram vistas em exames médicos ou foram desvalorizadas. Quando cai a transferência para o Chelsea, o jogador ficou no mercado», começou por dizer.

«Em apenas 24 horas sentámo-nos rapidamente com o jogador, em Madrid, na sede do Atlético de Madrid, e fechámos o acordo sem ninguém saber. Foi algo que nos orgulhou, conseguir atrair para o FC Porto um dos maiores talentos do futebol mundial. É alguém em quem depositamos grandes esperanças para o futuro e que neste momento não desagradou a ninguém», referiu ainda. 

Por fim, Villas-Boas explicou a decisão de não nomear nenhum sucessor ao falecido Jorge Costa, ex-diretor para o futebol. 

«Em 2025/26, o FC Porto decidiu eliminar a figura da direção desportiva por ter uma pessoa a ocupar esse espaço, que foi o treinador. Há uma relação direta entre treinador e presidente e uma linha muito mais fluída em que as decisões são tomadas por estas duas pessoas, em concordância com a gestão executiva do futebol, a comissão executiva e a parte jurídico-financeira, mas há uma linha direta muito mais esclarecida. O facto de eu ter sido treinador permite haver uma linha direta e uma vantagem competitiva que provavelmente os outros não tiveram ou não têm», disse ainda.



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