Leonardo acredita ter “muita sorte de ter nascido em Cabo Verde“, um refúgio de tolerância na África, onde as leis contra a comunidade LGBTQIA+ estão cada vez mais repressivas. Segundo o índice Equaldex, que avalia direitos, leis e opinião pública em todo o mundo, o arquipélago é atualmente o país mais acolhedor da África para a comunidade LGBTQIA+, à frente da África do Sul. Depois de ser o “queridinho” na primeira fase na Copa do Mundo, o país africano enfrentará a Argentina nesta sexta-feira, com grande expectativa para saber qual time vai avançar para a fase de oitavas.
— A maquiagem tem um grande poder, e eu adoro quando transformo as pessoas, ou quando me transformo — diz este maquiador profissional de 29 anos à AFP com um sorriso enquanto dá os retoques finais no visual de uma cantora para um videoclipe. — É uma paixão minha desde pequeno; sempre fui fascinado pela feminilidade.
“Léo”, como é conhecido, vive em Mindelo, a segunda maior cidade do arquipélago, na ilha cabo-verdiana de São Vicente, onde pode viver livremente sua homossexualidade. Ele reconhece prontamente que tem “muita sorte de ter nascido em Cabo Verde”.
— Aqui estamos mais seguros do que em muitos outros países — afirma.











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