A histórica campanha de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026 ganhou reconhecimento da própria FIFA. A entidade classificou a federação do país como um modelo para o desenvolvimento do futebol africano e atribuiu a evolução da seleção ao impacto dos investimentos realizados por meio do programa FIFA Forward, criado em 2016.
Em entrevista ao jornal moçambicano Desafio, o diretor regional da Fifa para a África, Gelson Fernandes, afirmou que o arquipélago se tornou um exemplo para outras federações do continente.
— O apoio da FIFA tem sido, e continua a ser, essencial para Cabo Verde, para a sua federação e para o desenvolvimento mais amplo do futebol no país. A Federação Cabo-verdiana de Futebol é um exemplo a seguir, mesmo enfrentando desafios logísticos e estruturais próprios de um país insular — afirmou.
Desde o lançamento do programa FIFA Forward, Cabo Verde recebeu recursos para 17 projetos de infraestrutura e desenvolvimento esportivo. Entre eles estão a instalação de três campos com gramado sintético no município de Santa Cruz, na ilha de Santiago, e a modernização do Estádio Adérito Sena, em São Vicente, além de investimentos voltados para categorias de base, arbitragem, formação de dirigentes e gestão esportiva.
Segundo Fernandes, a parceria entre a Fifa e a Federação Cabo-verdiana de Futebol permitiu criar melhores condições para a prática da modalidade em todas as ilhas, ampliando o número de competições e fortalecendo o processo de formação de atletas.
A entidade também destacou a participação da seleção cabo-verdiana na FIFA Series, torneio amistoso criado para proporcionar confrontos entre equipes de diferentes confederações. Para a Fifa, a experiência ajudou a elevar o nível competitivo da equipe antes da disputa do Mundial.
O reconhecimento acontece durante a melhor campanha da história de Cabo Verde em Copas do Mundo. Estreante na competição, a seleção surpreendeu ao avançar para a fase de mata-mata e enfrentará a Argentina nesta sexta-feira em busca de uma vaga nas oitavas de final. O desempenho também foi citado por Gelson Fernandes como reflexo do crescimento do futebol africano, que teve diversas seleções competitivas na edição de 2026.











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