Discussões acontecem em meio à crise provocada por plano de venda de participações em direitos comerciais de torneios da Fifa
3 ago
2026
– 18h53
(atualizado às 19h08)
Em meio à crise provocada pelo plano de Gianni Infantino de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e outros torneios da Fifa para investidores privados, dirigentes europeus cogitam, agora, sabotar a próxima edição da Copa do Mundo de Clubes caso o ítalo-suíço permaneça na presidência da entidade máxima do futebol mundial.
De acordo com a emissora britânica talkSPORT, as discussões sobre um possível boicote à edição de 2029 do torneio de clubes são encabeçadas por Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, e Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da Associação Europeia de Clubes (EFC, em inglês).
Um eventual boicote, no entanto, dependeria da adesão dos mais de 850 membros da EFC. Ainda assim, Ceferin, que se opôs à criação da Copa do Mundo de Clubes em 2018, mantém expectativa pela adesão dos associados, dada a indefinição de planejamento para a próxima edição do campeonato.
Entre os pontos destacados pelo grupo, está a falta de definição da sede e de financiamento para a Copa do Mundo de Clubes de 2029. Também não há nenhum acordo vigente entre Fifa e EFC que contemple a realização da próxima edição.
Além disso, as entidades europeias apontam que a Fifa ainda não honrou uma dívida de US$ 250 milhões (R$ 1,275 bilhão) em ‘pagamentos solidários’ aos clubes não participantes da edição de 2025.
O objetivo do montante era promover equilíbrio financeiro após à premiação de US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhão) às equipes que participaram da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes, no ano passado. Por outro lado, todos os participantes já receberam suas respectivas premiações.
A publicação dá conta, ainda, de que Ceferin e Al-Khelaifi deverão se encontrar no dia 12 de agosto, na final da Supercopa da UEFA, entre PSG e Aston Villa. Ceferin busca o apoio do colega em uma manifestação de boicote à Copa do Mundo de Clubes caso Infantino permaneça na presidência da Fifa.
Já o presidente do PSG é considerado uma ‘peça-chave’ nas discussões, dada a liderança, junto aos clubes europeus, na realização da última Copa do Mundo de Clubes.
O boicote ao torneio é mais um fator entre os esforços concentrados pela UEFA à destituição de Infantino. A expectativa é de que mais federações apoiem o posicionamento da entidade europeia pela saída do dirigente da presidência da Fifa.











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