Infantino acelera o passo: documento vazado revela o novo plano da FIFA


Em um passo que reflete sua determinação em acelerar o ritmo das mudanças, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) encarregou uma consultoria independente de elaborar um estudo abrangente sobre o projeto de expansão da Copa do Mundo para 64 seleções a partir da edição de 2030, segundo um documento oficial divulgado pela entidade.

O documento divulgado pela Fifa revela que a entidade, sob o comando de Gianni Infantino, busca tomar uma decisão definitiva e rápida a respeito do novo formato do torneio, após a edição de 2026, que terá a primeira participação de 48 seleções. 

Esse passo ocorre em um momento em que aumentam as tensões entre as confederações continentais, já divididas em torno de diversas questões estratégicas, com destaque para o acalorado debate iniciado no começo da semana sobre a proposta de “vender a Copa do Mundo”.

O que a consultoria vai analisar?

A Fifa definiu o escopo da tarefa com precisão: a consultoria escolhida deverá avaliar se o aumento do número de seleções de 48 para 64 afetará o valor de mercado do torneio e todo o ecossistema do futebol, e de que forma se dará esse impacto. A análise solicitada inclui: primeiro, a avaliação das receitas previstas com a edição ampliada.

E, segundo, uma análise abrangente das consequências para as marcas, as emissoras, os torcedores, as empresas de mídia, as federações nacionais e continentais, as ligas, os clubes e os demais agentes da indústria do esporte.

O documento enfatizou que o estudo deve “avaliar o interesse do mercado, as oportunidades comerciais e os riscos de saturação do mercado”. E destacou que o uso de dados de consumidores ou de torcedores é permitido caso ofereça percepções úteis, mas “não deve constituir o cerne do estudo”, que precisa manter “uma abordagem B2B — de empresa para empresa — em primeiro lugar”.

Um cronograma apertado antes de setembro

A Fifa revelou um cronograma intenso para o projeto: a consultoria vencedora do contrato de assessoria será contratada em 14 de agosto próximo. 

Ela terá um prazo de apenas quatro semanas para apresentar seus resultados, ou seja, até 10 ou 11 de setembro, antes do prazo final estabelecido em 19 de setembro, dentro do processo de venda dos direitos de sede da Copa do Mundo.

Isso significa que o mundo do futebol poderá saber, antes do fim do verão, se o mais tradicional dos torneios voltará a se expandir para incluir 64 países.

Divisão continental ameaça explodir

A decisão aguardada surge em meio a um clima carregado. Enquanto a Fifa continua a pressionar com força pela expansão, grandes confederações continentais se posicionam em polos opostos. 

A União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) é a principal opositora dessa direção, e a ela se somam nas reservas a Concacaf, a Confederação Asiática, a Confederação Africana e a Confederação da Oceania, com posições conflitantes diante do conjunto de rumos que a Fifa defende atualmente.

O estudo das 64 seleções ocorre em paralelo à tempestade provocada pela proposta de criação da “Fundação Fifa Forward” e pela abertura ao investimento privado na Copa do Mundo, o que agrava as divisões e prenuncia um confronto aberto entre Zurique e as demais capitais do futebol.



Source link

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *