Análise: Cruzeiro evidencia abismo entre time titular e reserva


O jogo diante do Botafogo, nesse domingo (26/7), foi apenas o segundo do Cruzeiro após a pausa no calendário em decorrência da disputa da Copa do Mundo, no entanto, serviu para causar desânimo e preocupação na torcida. Isso por conta de um fator: elenco.

Está evidente o abismo que existe entre o time considerado titular e o reserva. Devido aos desfalques para a partida do Campeonato Brasileiro, o técnico Artur Jorge precisou botar para jogar peças contestadas pela torcida, que, pasmem, mostrarem ser inferiores tecnicamente.

São os casos dos atacantes Bruno Rodrigues, Marquinhos e Wanderson. Esse último entrou no fim do 1º tempo, no lugar do lesionado Luis Sinisterra, e ainda conseguiu ser a maior decepção. Bruno, quase tudo que tentou, errou. Marquinhos foi até bem, sendo acionado diversas vezes, e pouco comprometeu.

Eles são as principais opções a Sinisterra, Arroyo e Pec, que brigam diretamente pela titularidade, mas a confiança no trio é quase nula. Sem contar com o suplente de Kaio Jorge, Néiser Villareal, que está com problemas físicos, mas desde o início do ano mais decepcionou que agradou.

Isso vai de encontro a outro ponto que tem chamado a atenção na Toca da Raposa: o físico dos atletas. Não que isso seja culpa dos profissionais do clube, pois parece ter mais a ver com azar do que com qualquer outra coisa, mas, de qualquer forma, desanima.

Pec quebrou a perna; Arroyo vem de recuperação; Villareal está com problemas musculares; e Sinisterra parece ter tido sua quinta lesão em coxa em menos de um ano. Aliás, que imagem deprimente a sua saída de campo, aos prantos, indicando o diagnóstico que está por vir.

O técnico Artur Jorge afirmou que não, mas está claro que há um desânimo sobre o que vem pela frente. O próprio português revelou que o plantel está curto devido a esses problemas, e que mais investidas no mercado de transferências podem acontecer. Porém, após gastar mais de R$ 100 milhões com três reforços, a busca deverá ser por atletas mais baratos.

É difícil manter otimismo quando se tem um Flamengo, pela Libertadores, pela frente, e imaginar peças como Wanderson e Bruno Rodrigues no ataque. Já passou da hora de eles provarem que merecem vestir a camisa estrelada.

Deve-se usar mais os jovens oriundos da base? É difícil dizer, pois somente quem está dentro do clube saberá responder se eles estrão preparados ou não. Mas fato é: se eles não estavam sendo utilizados nos momentos bons, essa chance diminuiu drasticamente nos ruins.



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