Libertadores paralisada para Copa Feminina? Conmebol considera ‘desejável’ e avalia situação


A um ano da Copa feminina no Brasil, governo estima gastos de até R$ 1 bilhão com a competição

Evento em Miami contou com a presença de membros da Fifa, da CBF e do governo federal; Aline Pellegrino destacou o projeto de legado para o desenvolvimento do f. Crédito: Estadão

A menos de um ano da abertura da Copa do Mundo Feminina de 2027, muitas questões acerca da disputa no Brasil ainda estão sob análise. O maior torneio de futebol feminino mundial desembarca pela primeira vez no País, que já recebeu anteriormente, em 1950 e 2014, a versão dos homens. As cidades-sede e os estádios foram definidos em maio de 2025, mas a harmonização do calendário do futebol masculino ainda é incerta.

Com a bola rolando para o Mundial feminino entre os dias 24 de junho e 25 de julho, as entidades organizadoras de torneios nacionais e continentais masculinos terão pela frente uma importante decisão: paralisar ou não o calendário durante esse um mês.

A primeira edição do torneio na América do Sul terá oito cidades-sede, com um estádio em cada. Desses, apenas um não possui um clube que de maneira fixa ou recorrente usufruindo das instalações para suas partidas.

O Estadão apurou que a Conmebol examina a hipótese de paralisação dos campeonatos durante a disputa do Mundial feminino, entendendo que é “desejável”, mas ainda sem uma precisão.

Pelo lado da CBF, a pausa já é uma garantia. Em outubro de 2025, o diretor de competições Julio Avellar, apresentou o calendário do futebol para o ciclo 2026-2029, incluindo a Copa Feminina de 2027.

Apesar disso, a entidade ainda não sabe qual será o período de paralisação durante o torneio e nem se a decisão se estenderá para todas as divisões. Essas dúvidas serão sanadas nos próximos meses, quando o calendário do próximo ano for divulgado.

Brasil vai em busca do primeiro troféu da Copa do Mundo Feminina em 2027 Foto: Reprodução/ FIFA

Para os estádios da Copa, existe uma determinação da Fifa de “Período de Proteção do Gramado”, onde não deve haver jogos nos 28 dias que antecedem o primeiro jogo do torneio, além de cinco após o término.

O Maracanã está confirmado como o palco da grande final do Mundial e é também cotado para sediar a abertura. O Consórcio Fla-Flu, empresa criada para administrar a concessão do estádio aos dois clubes, questionou essa determinação da Fifa.

Resultando em uma ofício da entidade ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, solicitando o “cumprimento das obrigações previstas no Contrato de Estádio”, com ênfase ao Período de Uso Exclusivo, Período de Preservação do Gramado e as renovações na estrutura necessárias para a realização do torneio.

Procurado pelo Estadão, o Flamengo afirma aguardar o posicionamento da CBF e da Conmebol, quanto às datas, para “entender como será resolvida a questão”. Neste domingo, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, disse, em coletiva entender que o futebol masculino não deveria ser interrompido durante a Copa Feminina.

Confira os estádios da Copa do Mundo Feminina 2027

  • Rio de Janeiro: Estádio do Maracanã
  • São Paulo: Neo Química Arena
  • Brasília: Estádio Nacional Mané Garrincha
  • Belo Horizonte: Estádio Mineirão
  • Fortaleza: Arena Castelão
  • Salvador: Arena Fonte Nova
  • Porto Alegre: Estádio Beira-Rio
  • Recife: Arena de Pernambuco



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