A tokenizadora Liqi Digital Assets integrou agentes de inteligência artificial (IA) à sua infraestrutura blockchain de contratos inteligentes _”smart contracts”_ para fazer de forma autônoma sua operação de securitização. A Liqi é uma das poucas tokenizadoras que tem uma securitizadora própria, regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e registrada na Anbima, associação que fez a autorregulação do mercado de capitais e de investimentos.
Segundo Daniel Coquieri, CEO da Liqi, a combinação marca uma nova fase para a empresa, que administra mais de R$ 1,3 bilhão em ativos tokenizados distribuídos em mais de 40 estruturas patrimoniais separadas.
A Liqi é conhecida no mercado pela tokenização de operações estruturadas por meio de blockchain, com um protocolo proprietário de 12 “smart contracts” que controla o ciclo de dívida securitizada, desde a emissão até a acompanhamento do fluxo de pagamentos e baixa dos débitos. A ideia agora é adicionar os agentes de IA em cada etapa do processo, da estruturação ao último pagamento ao investidor.
“Blockchain sempre foi o trilho. Agora temos a inteligência rodando sobre ele”, afirma Coquieri. “O que nenhuma securitizadora no Brasil tem hoje é a combinação: smart contracts executando a governança e agentes de IA operando sobre isso em tempo real.”
O primeiro produto dessa integração é a Whitney, uma agente de inteligência artificial que se integra aos grupos de trabalho das operações estruturadas. A Whitney monitora toda a comunicação entre os participantes de uma operação — e-mails, documentos e reuniões — sem que nenhuma das partes precise alimentar dados manualmente. Ela identifica pendências, mapeia o andamento de cada etapa e alerta proativamente cada participante sobre o que precisa da atenção dele.
“A tese é simples: blockchain executa as regras, inteligência artificial opera sobre elas. Smart contracts garantem que o que foi combinado seja cumprido. Agentes de IA garantem que nada se perca pelo caminho”, diz Coquieri. “Cada operação que passa pelo sistema torna a próxima mais eficiente, porque os agentes acumulam inteligência. É uma vantagem competitiva que cresce com o tempo.”










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