A tokenização tornou-se um dos casos de uso favoritos da Wall Street para a tecnologia blockchain, com bancos e gestores de ativos experimentando colocar títulos, fundos, crédito privado e ações em registros digitais. O Citi tem estimado que os títulos tokenizados podem crescer para um mercado de US$ 5,5 trilhões até 2030, à medida que os ativos financeiros migram para sistemas baseados em blockchain.
Impulso à tokenização no Brasil
O Brasil emergiu como um importante polo para a tokenização, com iniciativas que já vão muito além de pilotos conduzidos por bancos. Em julho de 2025, a empresa brasileira de estruturação de crédito e securitização VERT Capital revelado planeja tokenizar até US$ 1 bilhão em dívidas e recebíveis na XDC Network. A exchange de criptomoedas brasileira Mercado Bitcoin também compartilhou planos de tokenizar US$ 200 milhões em ativos no XRP Ledger, incluindo instrumentos de renda fixa e ações.
Mais recentemente, a tokenização alcançou um setor bastante distinto da economia do Brasil: vacas leiteiras. Agricultores no Paraná, que enfrentaram dificuldades para obter empréstimos bancários, tokenizaram 10 vacas e colocaram os tokens à venda por meio de infraestrutura ligada à bolsa B3 do Brasil.
Esta iniciativa da ANBIMA não é a primeira incursão do Itaú em tokenização. O banco foi entre as instituições selecionado pelo banco central do Brasil em 2023 para participar do piloto Drex, que testou transações baseadas em blockchain envolvendo dinheiro e ativos tokenizados.










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