Os movimentos cívicos de Angola denunciam o uso alegadamente abusivo do sistema judicial para perseguir e condenar críticos do Governo em períodos eleitorais. Reunidos numa vigílio neste sábado, 1 de Agosto, os participantes exigiram ainda a libertação de todos os presos políticos, incluindo Osvaldo Caholo, condenado a dois anos e seis meses de prisão.
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O protesto contra as autoridades judiciais e administrativas foi manifestado durante uma vigília de solidariedade com os presos políticos, realizada na Biblioteca 10Padronizada, em Luanda.
A sociedade civil angolana continua a exigir a libertação dos presos políticos, através de iniciativas cívicas promovidas em várias províncias do país. Neste sábado, 1 de Agosto, a Biblioteca 10Padronizada acolheu mais uma das diversas vigílias organizadas em homenagem aos detidos.
O porta-voz do encontro e da Sociedade Civil Contestatária, Geraldo Dala, condenou o recurso ao sistema judicial para intimidar e perseguir activistas, sobretudo em períodos pré-eleitorais.
“Estamos aqui para exigir que estes nossos irmãos sejam libertados e também para exigir que a justiça deixe de ser usada como instrumento de perseguição contra aqueles que pensam de forma diferente, que criticam o Governo e que exercem uma cidadania activa. Sabemos que, nesta fase pré-eleitoral, muitos outros poderão ser presos, porque é um período de silenciamento, em que se procura uniformizar a forma de pensar e de falar das pessoas”, afirmou.
Apesar das alegadas intimidações, o líder do Movimento Social para a Mudança, Francisco Teixeira, garantiu que a sociedade civil continuará mobilizada e a lutar por uma mudança política nas eleições de 2027.
“Nós só temos um foco: a mudança em 2027. Se não a conseguirmos, estaremos a condenar o povo a mais cinco anos de sofrimento. Tenho plena certeza de que vamos retirar o MPLA do poder em 2027. A coragem já não vai depender de nenhum partido político”, declarou o antigo dirigente do Movimento dos Estudantes Angolano; “ sublinhou.
Os participantes exigiram ainda a libertação de todos os presos políticos, incluindo Osvaldo Caholo, condenado a dois anos e seis meses de prisão pelo crime de instigação pública ao crime, alegadamente devido a uma frase que proferiu sobre o Presidente João Lourenço. A defesa já recorreu.
Na vigília participaram activistas, representantes de partidos políticos, estudantes, músicos, zungueiras e vários membros da sociedade civil.











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