Unitel anuncia restabelecimento de serviços após ataque – Observador


A Unitel anunciou o restabelecimento da cobertura nacional das redes móveis e a recuperação dos serviços de mensagens escritas (SMS), ao quarto dia do ataque cibernético que começou na terça-feira, prometendo a normalização completa nos próximos dias.

Num comunicado ao mercado, a operadora de telecomunicações angolana indicou que a cobertura nacional das redes 2G e 3G foi reposta em todo o território desde as 23:00 de 30 de julho, depois de a recuperação ter começado, de forma gradual e localizada, às 11:45 de 29 de julho.

Ao longo de sexta-feira foram recuperados os serviços de mensagens escritas (SMS) e as vendas de recargas eletrónicas pelos canais habituais, tendo sido ainda disponibilizados, em áreas significativas da rede, os serviços de dados e de acesso à Internet nas tecnologias 4G e 5G, adianta a empresa.

A Unitel afirma que continua empenhada na normalização completa dos serviços nos próximos dias.

O ataque cibernético, que a operadora classificou como “deliberado e malicioso”, foi identificado às 02:20 de terça-feira e afetou os serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet em todo o território nacional, atingindo clientes particulares e empresariais.

O incidente provocou constrangimentos de vária ordem, desde a impossibilidade de fazer chamadas a dificuldades no pagamento de salários, nas compras e no pagamento de impostos, que se têm vindo a suavizar desde sexta-feira, com a reposição gradual dos serviços.

A operadora não deu, até ao momento, mais esclarecimentos sobre o que esteve na origem do ataque, que ocorreu na véspera da admissão da empresa à negociação em bolsa, na quarta-feira, mas admitiu a hipótese de os dois factos estarem relacionados.

Nesse primeiro dia, as ações da Unitel dispararam 24,88% face ao preço da privatização, mas a tendência inverteu-se no segundo dia, com o título a cair 12,95%, aproximando-se do valor a que foi vendido na oferta pública.

A revista angolana Economia & Mercado noticiou que a operadora terá sido alvo de um ataque de “hackers” que exigiram um resgate de 300 mil milhões de kwanzas (289 milhões de euros), a pagar em criptomoedas, informação que a Unitel não confirmou.

A Unitel, que segundo o seu Relatório & Contas de 2025 conta com 20,8 milhões de clientes e detém uma quota de mercado de 76%, é a maior operadora de telecomunicações de Angola.





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