A China se firmou como a principal fornecedora de veículos elétricos importados pelo mercado brasileiro. O avanço das fabricantes asiáticas fez com que o automóvel elétrico passasse a ser diretamente associado ao país de origem pelo consumidor no Brasil, refletindo a rápida penetração dessas marcas no país.
Segundo levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), as importações brasileiras de modelos híbridos vindos da China atingiram a marca de US$ 1,87 bilhão (cerca de R$ 9,6 bilhões). Atualmente, o país asiático responde por 81% das compras externas de automóveis híbridos e por 85% das de elétricos realizadas pelo Brasil. No total, os modelos eletrificados já somam 94% de todas as importações de veículos chineses no país.
O domínio reflete-se diretamente nos números do varejo nacional. A fabricante BYD representou 72% de todas as vendas de eletrificados no Brasil. Além disso, das dez marcas que mais comercializaram veículos dessa categoria no território brasileiro, seis são de origem chinesa, superando nomes tradicionais do setor oriundos dos Estados Unidos, Alemanha, França e Japão.
Produção nacional e consolidação no país
Para além da importação, o avanço do setor acelerou o início da produção local. A BYD inaugurou sua fábrica no polo industrial de Camaçari (BA) — onde anteriormente operava a Ford —, alcançando a produção de cerca de 20 mil veículos eletrificados até o encerramento do ano.
Paralelamente, a GWM deu início às operações industriais em sua unidade de Iracemápolis (SP), instalada no antigo complexo da Mercedes-Benz, e já anunciou planos para uma segunda fábrica nacional no município de Aracruz (ES). Já a Geely expandiu suas operações no país por meio de uma parceria estratégica com a Renault do Brasil, que prevê investimentos de R$ 3,8 bilhões até 2027 voltados para a produção de veículos de baixa e zero emissão no Paraná.
Como parte dessa estratégia de longo prazo, as montadoras têm investido em campanhas de marketing voltadas para a brasilidade e para a criação de laços com o público local. Ações promocionais que destacam slogans como “BYD é do Brasil” e parcerias com personalidades brasileiras buscam reduzir a percepção de marcas exclusivamente estrangeiras, reforçando a integração da cadeia produtiva e comercial no país.











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