Em conjunto, Alphabet, Amazon, Microsoft, Meta, Apple e Nvidia valem 19,63 biliões de euros, mais 17% do que o conjunto das 600 maiores empresas europeias cotadas que integram o STOXX Europe 600 e que está avaliado 16,76 biliões de euros.
Os resultados do segundo trimestre de Seis Magníficas da área tecnológica (Alphabet, que detém o Google, Amazon, Microsoft, Meta, Apple e Nvidia) foram uma prova de vida para o negócio da inteligência artificial (IA). Depois das dúvidas dos investidores, e do sell-off que assustou todos no início de julho, veio a redenção. Desde que divulgaram contas, valorizaram-se em 1,40 biliões de dólares (cerca de 1,21 biliões de euros), em conjunto.
A Alphabet, dona do Google, foi a primeira a apresentar contas. Fê-lo a 22 de julho. Apresentou um crescimento de 24% das receitas, face ao segundo trimestre de 2025, para 119,8 mil milhões de dólares (103,9 mil milhões de euros). Foi o 12.º trimestre consecutivo de crescimento a dois dígitos.
O maior crescimento veio da Google Cloud: as receitas aumentaram 82%, para 24,8 mil milhões de dólares (21,5 mil milhões de euros), enquanto o resultado operacional mais do que triplicou, de 2,8 para 8,8 mil milhões de dólares (7,6 mil milhões de euros), e a margem cresceu de 20,7% para 35,6%.
Isto marcou o tom. Ainda que o investimento (capex) previsto para o conjunto do ano tivesse subido ligeiramente, do intervalo de 180 mil milhões de dólares (156,3 mil milhões de euros) para 190 mil milhões de dólares (164,9 mil milhões de euros) para um intervalo de 195 mil milhões de dólares (169,3 mil milhões de euros) e 205 mil milhões de dólares (178 mil milhões de euros).
Desde que apresentou resultados, a Alphabet valorizou-se 3,6%, acrescentando 149 mil milhões de dólares (129 mil milhões de euros) à capitalização, que ronda agora 4,33 biliões de dólares (3,76 biliões de euros).
Uma semana depois da Alphabet, a 29 de julho, Microsoft e Meta apresentaram contas e confirmaram que a IA não só pode ser monetizada como isso estava a acontecer.
As receitas da Microsoft subiram 18%, para 90 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros), apoiadas no crescimento do negócio de IA. A Microsoft Cloud avançou 27%, para 59,3 mil milhões de dólares (51,4 mil milhões de euros), enquanto a divisão Intelligent Cloud, que inclui o Azure, cresceu 32%, para 39,3 mil milhões (34,1 mil milhões de euros), com as vendas do Azure e de outros serviços de cloud a aumentarem 43%.
No conjunto, o resultado operacional da Microsoft subiu 18%, para 40,6 mil milhões de dólares (35,2 mil milhões de euros).
Os investidores gostaram dos números. A gigante tecnológica fechou a sessão bolsista que se seguiu à apresentação de resultados com o maior ganho diário de sempre para uma cotada ao adicionar quase 450 mil milhões de dólares (391,1 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) à sua capitalização.
Desde que apresentou resultados, valorizou-se 28,03%. Vale mais 814,9 mil milhões de dólares (706,4 mil milhões de euros). Tem uma capitalização bolsista de 3,72 biliões de dólares (3,22 biliões de euros).
As receitas da Meta aumentaram 28%, para 60,8 mil milhões de dólares (52,7 mil milhões de euros). O forte crescimento das vendas não se traduziu, contudo, numa melhoria dos resultados, porque os custos e despesas subiram 55%, para 42 mil milhões de dólares (36,4 mil milhões de euros), levando o resultado operacional a cair 8%, para 18,8 mil milhões (16,3 mil milhões de euros), e a margem operacional a recuar de 43% para 31%. O lucro diminuiu 14%, para 15,8 mil milhões de dólares (13,7 mil milhões de euros).
A Meta subiu também o seu teto mínimo ao nível do capex, para 2026. Anteriormente situava-se entre os 125 mil milhões de dólares (108,4 mil milhões de euros) e os 145 mil milhões de dólares (125,7 mil milhões de euros) e passou para o intervalo entre os 130 mil milhões de dólares (112,7 mil milhões de euros) e os 145 mil milhões de dólares (125,7 mil milhões de euros).
Mesmo assim, os investidores não desanimaram. Os títulos da dona do Facebook valorizaram-se 1,11%, o que representa um acréscimo de 16,7 mil milhões de dólares ao valor da empresa.
No dia seguinte, a Amazon confirmou as expectativas do setor, tendo fechado o segundo trimestre com receitas de 200,6 mil milhões de dólares (173,9 mil milhões de euros), mais 20% do que um ano antes, com crescimento em todas as principais áreas de negócio. A Amazon Web Services (AWS) destacou-se. Aumentou a faturação em 37%, para 42,2 mil milhões de dólares (36,6 mil milhões de euros), o ritmo mais elevado em 18 trimestres, enquanto o resultado operacional subiu 63%, para 16,6 mil milhões (14,4 mil milhões de euros). No conjunto do grupo, o resultado operacional avançou 43%, para 27,5 mil milhões de dólares (23,8 mil milhões de euros). O lucro mais do que triplicou, de 18,2 para 62,6 mil milhões de dólares (54,3 mil milhões de euros).
A cotação da Amazon subiu 16,55%. A empresa valorizou-se em 425 mil milhões de dólares, ficando na fronteira dos três biliões de dólares, nos 2,993 biliões (2,594 biliões e euros).
Só a Apple, que também apresentou resultados a 30 de julho, destoa. A cotação perdeu 6,03%. O valor caiu 295,8 mil milhões de dólares (256,4 mil mil milhões de euros), para 4,611 biliões dólares (3,997 biliões de euros), perdendo o estatuto de mais valiosa para a Nvidia, outra vez.
Esta foi a reação, mesmo depois de apresentado um crescimento de 16% das receitas, para 109,4 mil milhões de dólares (94,9 mil milhões de euros). A área de Serviços, cada vez mais relevante na estrutura do grupo, aumentou as receitas em 12%, para um recorde de 30,7 mil milhões de dólares (26,6 mil milhões de euros), mas foi pouco, que a tecnológica continua a ser uma empresa de hardware. As vendas do iPhone cresceram 22%, para 54,3 mil milhões de dólares (47 mil milhões de euros), as do Mac aumentaram 29%, para 10,4 mil milhões (9 mil milhões de euros), enquanto o iPad recuou 6%, para 6,2 mil milhões (5,4 mil milhões de euros). O resultado operacional avançou 27%, para 35,7 mil milhões de dólares (30,9 mil milhões de euros), e o lucro aumentou igualmente 27%, para 29,8 mil milhões (25,8 mil milhões de euros).
Falta a Nvidia, que ainda não apresentou contas. Fá-lo-á a 26 de agosto. Mas os investidores percebem que, se o negócio da IA está a crescer, os chips da Nvidia estão no seu centro e isso significa mais negócio. Desde que a Alphabet iniciou o ciclo de resultados, as ações da empresa liderada por Jensen Huang valorizaram-se 5,61%. É um ganho de 290,3 mil milhões de dólares (251,6 mil milhões de euros), que avalia a empresa em 5,463 biliões de dólares (4,736 biliões de euros). É a cotada mais valiosa do mundo.
Em conjunto, estas Seis Magníficas valem 19,63 biliões de euros, mais 17% do que o conjunto das 600 maiores empresas europeias cotadas que integram o STOXX Europe 600 e que está avaliado 16,76 biliões de euros.











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