ENSP NOVA participa em conferência mundial da OMS sobre inteligência artificial em saúde


A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) participou na conferência mundial da Organização Mundial da Saúde “Shaping AI in Health”, dedicada ao futuro da inteligência artificial na saúde.

A ENSP NOVA esteve representada por Paulo Sousa e Alexandre Lourenço, docentes da Escola e coordenadores dos dois Centros Colaboradores da OMS sediados na ENSP NOVA, nas áreas da qualidade e segurança do doente e da gestão em saúde.

A conferência, coorganizada pela OMS/Europa e pelo Governo de Portugal, decorreu em Lisboa, nos dias 15 e 16 de julho, e reuniu representantes de 37 países, incluindo governos, organizações internacionais, academia, sociedade civil e indústria, com o objetivo de discutir formas de passar do compromisso político à implementação prática, responsável, segura, equitativa e eficaz da inteligência artificial em saúde.

No âmbito da reunião, Paulo Sousa e Alexandre Lourenço participaram também num painel restrito com representantes ministeriais dos países da CPLP, a Ministra da Saúde de Portugal, o Diretor Regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, e os Centros Colaboradores da OMS em Portugal.

Esta participação permitiu reforçar o contributo da ENSP NOVA para a reflexão internacional sobre o papel da inteligência artificial na transformação dos sistemas de saúde, em particular nas áreas da governação, qualidade, segurança, gestão, capacitação dos profissionais e utilização ética e responsável de dados e tecnologias digitais.

Para Paulo Sousa, a presença da ENSP NOVA neste encontro “reforça o reconhecimento internacional da Escola e dos seus Centros Colaboradores da OMS enquanto espaços de produção de conhecimento, cooperação técnica e apoio à melhoria dos sistemas de saúde”. “A inteligência artificial pode trazer oportunidades muito relevantes para a saúde, mas a sua implementação deve ser orientada por princípios de segurança, equidade, transparência e criação de valor para os profissionais, os cidadãos e os sistemas de saúde”, sublinha.

Alexandre Lourenço destaca a importância de discutir estes temas num contexto internacional e, em particular, no espaço da CPLP. “A inteligência artificial em saúde não é apenas uma questão tecnológica. É também uma questão de governação, organização dos serviços, capacitação das equipas e definição de prioridades. A partilha de experiências entre países e instituições é essencial para garantir que estas soluções respondem a necessidades reais e contribuem para sistemas de saúde mais acessíveis, eficientes e resilientes”, afirma.

A participação da ENSP NOVA nesta conferência enquadra-se no seu papel de instituição de referência na formação, investigação, cooperação internacional e apoio à decisão em Saúde Pública, políticas e sistemas de saúde. Através dos seus Centros Colaboradores da OMS, a Escola reforça a ligação entre conhecimento académico, cooperação técnica e resposta aos grandes desafios dos sistemas de saúde contemporâneos.

Segundo a OMS, os debates realizados em Lisboa irão contribuir para os próximos passos no desenvolvimento e implementação de soluções de inteligência artificial em saúde que sejam responsáveis, seguras, equitativas e eficazes, num contexto em que os sistemas de saúde enfrentam desafios crescentes de transformação digital, sustentabilidade, organização dos cuidados e resposta às necessidades das populações.





Source link

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *