
Estudantes gaúchos ajudaram o Brasil a alcançar um resultado histórico na Olimpíada Internacional de Inteligência Artificial (IOAI). A 3ª edição da disputa ocorreu de 2 de agosto até este sábado (8), em Astana, capital do Cazaquistão.
A seleção brasileira conquistou uma medalha de prata, duas de bronze e uma menção honrosa na disputa individual, além de alcançar o 1º lugar em uma das categorias da competição por equipes. É o melhor desempenho brasileiro desde a criação da disputa.
Os gaúchos Gonçalo Franke Franco, de Porto Alegre, e Ícaro Silva da Rosa Linck Fróes, de Canoas, receberam medalhas de bronze na disputa individual. Além deles, o paulista Miguel Cyrineu Vale levou a prata. E o paranaense Rafael da Silva Pulcinelli conquistou uma menção honrosa.
Na competição por equipes, os quatro estudantes conquistaram o 1º lugar na categoria AI-Native Robotics, que reconhece a solução com o uso mais eficaz de abordagens nativas de Inteligência Artificial aplicadas à robótica. A seleção brasileira foi liderada pelos professores Antônio Carlan e Kristofer Stift Kappel.
— O resultado mostra que o Brasil tem uma geração de jovens com capacidade para competir em altíssimo nível em uma das áreas mais estratégicas para o futuro do país. Talento não escolhe CEP, escola ou condição socioeconômica. Quando conseguimos levar uma oportunidade a quase um milhão de estudantes, aumentamos enormemente a possibilidade de encontrar jovens extraordinários e mostrar a eles que também podem ocupar um lugar de protagonismo na área de tecnologia — comemora o professor Richard Lucht, CEO da EduSpace e cofundador da ONIA (Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial).

Criada em 2024, a competição reúne seleções nacionais formadas por estudantes escolhidos por processos oficialmente reconhecidos em seus respectivos países.
— Para o Rio Grande do Sul, há um significado especial: metade da equipe brasileira é gaúcha. Ter estudantes de Porto Alegre e Canoas conquistando medalhas em uma competição internacional de Inteligência Artificial demonstra a qualidade dos nossos jovens e reforça o potencial do Estado para ocupar uma posição relevante na formação da próxima geração de talentos em IA — acrescenta Lucht.
Caminho árduo
A equipe brasileira foi definida a partir da 2ª Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial (ONIA), que teve 965 mil estudantes inscritos em todo o país. Trata-se hoje da maior Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial do mundo.
Além de divulgar as iniciativas de estudantes no Exterior, a olimpíada tem o objetivo de ampliar o acesso dos jovens ao conhecimento no tema.
Saiba mais
A competição brasileira envolveu estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental ao último ano do Ensino Médio e foi organizada pela EduSpace, pelo Hub de Inovação em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Pelotas (H2IA/UFPel) e pelo Instituto de Inteligência Artificial do Laboratório Nacional de Computação Científica (IIA/LNCC), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).











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