

Uma pesquisa realizada no Câmpus São José do IFSC desenvolve um sistema de inteligência artificial capaz de identificar nódulos em mamografias digitais.
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
A ferramenta poderá oferecer uma segunda análise do exame e auxiliar médicos na detecção precoce do câncer de mama.
O estudo reúne profissionais das áreas de engenharia biomédica, telecomunicações e tecnologia.
Durante a fase inicial, o modelo apresentou uma acurácia média, o grau de exatidão e proximidade entre um resultado obtido e o valor real ou verdadeiro, de aproximadamente 94%, resultado superior à meta de 90% estabelecida pela equipe.
Sistema alcança alta precisão com inteligência artificial
A sensibilidade do sistema chegou a cerca de 99,5%.
Entre 205 mamografias que apresentavam alterações, apenas uma não foi identificada corretamente pelo algoritmo.
A tecnologia utiliza técnicas de aprendizado profundo para examinar as imagens.
A inteligência artificial analisa a mamografia completa e detalhes de textura em diferentes escalas, permitindo reconhecer alterações discretas.
A proposta não é substituir radiologistas ou mastologistas.
A ferramenta funcionará como uma segunda leitura, destacando regiões suspeitas e indicando uma classificação de risco para auxiliar o profissional responsável pelo laudo.
Testes analisaram 320 mamografias
Os primeiros experimentos utilizaram a base pública internacional Mini-MIAS, referência em estudos sobre mamografia digital.
Ao todo, foram avaliados 320 exames, sendo 115 considerados normais e 205 com algum tipo de alteração.
Os dados foram submetidos a um processo de validação cruzada, método que testa diferentes combinações de informações e aumenta a confiabilidade dos resultados obtidos.
Na próxima etapa, o sistema será avaliado com bases públicas maiores, compostas por milhares de exames de diferentes serviços de saúde e acompanhadas por laudos detalhados.
Interface mostrará regiões suspeitas com a ajuda de inteligência artificial
Os pesquisadores também pretendem criar uma interface gráfica capaz de marcar diretamente nas mamografias as áreas identificadas como suspeitas.
Mastologistas e radiologistas deverão comparar o desempenho da inteligência artificial com os laudos produzidos por profissionais.
Serão analisados indicadores como taxa de detecção, falsos positivos e impacto na rotina médica.
A aplicação em ambientes clínicos somente poderá ser discutida após essa etapa.
A expectativa é transformar o protótipo em uma ferramenta de diagnóstico auxiliado por computador, com possibilidade de registro de software e transferência da tecnologia ao setor da saúde.
A pesquisa é coordenada pelos professores Ramon Mayor Martins e Elen Macedo Lobato.
Também participam a engenheira Jéssica Gomes Carrico e as estudantes Beatriz Paz Faria e Jamilly da Silva Pinheiro, do curso de Engenharia de Telecomunicações.











Leave a Reply