INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL JÁ AJUDA A “INVENTAR” PERFUMES


A inteligência artificial está a chegar a um território que, até há pouco tempo, parecia reservado exclusivamente ao nariz e à sensibilidade dos perfumistas. A Symrise, uma das quatro maiores casas de fragrâncias do mundo, já utiliza IA para analisar milhares de comentários publicados nas redes sociais e identificar tendências olfativas entre os consumidores.

Segundo o Valor Económico, a tecnologia permitiu reduzir drasticamente o tempo necessário para desenvolver um perfume: um processo que demorava, em média, dois anos pode agora ficar concluído em apenas um ano — e, em alguns casos, ainda menos. Cada fórmula utiliza normalmente entre 80 e 100 ingredientes, podendo chegar aos 200, escolhidos entre milhares de matérias-primas disponíveis.

A máquina, porém, ainda não substitui o perfumista. A IA analisa características como frescura, duração na pele e memória olfativa, ajudando o especialista a chegar mais rapidamente às combinações pretendidas. A brasileira Natura também utiliza inteligência artificial em diferentes áreas, da logística à relação com os seus 2,8 milhões de consultores. A ideia é simples: deixar os algoritmos tratar dos dados e reservar aos humanos a criatividade e a sensibilidade.



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