Anthony Taylor é o escolhido pela FIFA para apitar o jogo entre Portugal e Espanha nos oitavos de final do Mundial 2026. O inglês vai liderar a equipa de arbitragem numa partida da Seleção Nacional pela quinta vez, a primeira num Campeonato do Mundo, contando com duas vitórias e duas derrotas.
O histórico recente é positivo: apitou a goleada por 5-0 na Arménia, curiosamente na primeira jornada da fase de qualificação para este Mundial, mas também a vitória por 2-0 à Macedónia do Norte que garantiu a presença no Campeonato do Mundo no Qatar, em 2022. Porém, os dois primeiros encontros não foram positivos: derrotas com a Alemanha na fase de grupos do Euro 2020 (2-4) e diante da Ucrânia na fase de qualificação para esse Europeu (1-2).
Até agora, Anthony Taylor apitou dois jogos deste Campeonato do Mundo: a vitória da Colômbia ao Uzbequistão na jornada inaugural, por 3-1, precisamente no grupo K da Seleção Nacional, e ainda a goleada do Senegal ao Iraque, por 5-0, na última ronda da fase de grupos, em que expulsou um jogador iraquiano logo aos 13 minutos.
Histórico com Mourinho
Anthony Taylor não é um nome de boa memória para José Mourinho, mas o mesmo se pode dizer vice-versa. No final do ano passado, o árbitro da Premier League concedeu uma entrevista à BBC Sport e admitiu que culpa o técnico português por nunca mais ter experienciado apitar um jogo com a família nas bancadas.
O inglês afirmou que sentiu a «pior situação de abuso» em Budapeste (Hungria) após a final da UEFA Europa League, em que a Roma perdeu com o Sevilha nas grandes penalidades. No aeroporto para regressar a Inglaterra, foi alvo da fúria de adeptos italianos, por, supostamente, ter prejudicado a equipa romana.
«Não só porque estava a viajar com a minha família mas também porque dá destaque ao impacto do comportamento das pessoas nos outros. Mesmo num jogo como aquele, onde não houve realmente grande erros», assinalou, considerando que o objetivo seria «mudar o foco para culpar alguém». Questionado sobre se a atitude de Mourinho poderá ter provocado esta reação dos adeptos, foi perentório: «Sim. Penso que se formos honestos, sim.»
«Para mim, é uma grande fonte de desilusão, frustração, raiva. Porque razão é aceitável, não sei — porque tenho a certeza de que aqueles indivíduos não gostariam que alguém lhes dissesse aquilo a eles ou aos filhos deles. Faz-te pensar se cometeste um erro ao viajar com a tua família. Já não vão a um jogo desde essa altura», contou.
Após o jogo na Hungria, José Mourinho, visivelmente agastado com o trabalho do inglês, fez-lhe, inclusivamente, uma espera na garagem do estádio. «É a p… ta da vergonha», disse, repetidamente.