Flamengo denuncia episódio de racismo em particular no Algarve


O Flamengo fez uso das suas redes sociais, no decorrer da tarde deste sábado, para denunciar e repudiar um caso de insultos racistas de que o jogador brasileiro Bruno Henrique foi alvo no encontro particular de pré-época frente ao River Plate.

Tudo aconteceu no duelo que foi disputado na sexta-feira, no Estádio do Algarve, e que terminou empatado a duas bolas. O clube brasileiro, do qual Leonardo Jardim é treinador, revelou que os insultos começaram após o golo do avançado brasileiro, em cima do minuto 32, após uma assistência do antigo jogador do Gil Vicente Samuel Lino. Na altura, o resultado estava em 2-1.

Depois de marcar o golo, o brasileiro celebrou com os adeptos e mostrou uma tatuagem que tem nas costas e que é alusiva à conquista da Taça Libertadores em 2019. Na altura, o Mengão era treinado por Jorge Jesus e a vitória foi mesmo diante do River Plate,  por 2-1, facto que levou os argentinos a reagirem à provocação com insultos racistas, que se intensificaram após o final dos 90 minutos, com mensagens nas redes sociais do jogador.

“O Clube de Regatas do Flamengo vem a público repudiar, com absoluta indignação, os atos de racismo cometidos contra o atacante Bruno Henrique por integrantes da claque do River Plate após a partida desta sexta-feira (3), no Estádio Algarve, em Portugal. Durante o jogo, o atleta foi alvo de ofensas por parte de adeptos da equipa argentina. Após o apito final, os ataques intensificaram-se nas redes sociais, onde passou a receber um grande volume de comentários e mensagens de cunho racista”, começou por escrever o emblema do Rio de Janeiro na noite deixada nas redes sociais.

“O Flamengo manifesta total solidariedade e apoio a Bruno Henrique, um dos maiores ídolos da história do clube. Não há espaço para qualquer forma de preconceito dentro ou fora dos estádios. O combate ao racismo é um compromisso permanente do Flamengo. A luta contra a discriminação integra o Estatuto Social do clube, que passou por sucessivos avanços, incluindo, em 2025, a ampliação das sanções para qualquer prática ou incentivo à discriminação. Além disso, o clube desenvolve ações permanentes de consciencialização e letramento racial, especialmente nos escalões de formação, através de campanhas institucionais, projetos de formação e parcerias com instituições como CUFA, ID_BR e MUHCAB”, prossegue o clube brasileiro, que irá enfrentar o Benfica num jogo de carácter particular no próximo dia 11 de julho, também no Estádio do Algarve

“O racismo é crime e não pode ser naturalizado nem tratado com tolerância. O Flamengo seguirá atuando de forma firme no combate a toda forma de discriminação e reforça que vítimas ou testemunhas devem denunciar os casos às autoridades competentes. No Brasil, as denúncias podem ser feitas por meio do Disque 100 e das esquadras de polícia. Respeito, igualdade e dignidade humana são valores inegociáveis”, termina a nota.

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Lusa | 20:39 – 18/06/2026





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