O fim do sonho do hexa da Copa: da expectativa por Neymar a um time ainda em construção por Ancelotti


O Brasil se despediu da Copa do Mundo de 2026 com a derrota para a Noruega por 2 a 1 neste domingo. Em meio a desfalques por lesões desde antes da convocação, a seleção brasileira, no primeiro Mundial com o técnico Carlo Ancelotti, foi eliminada nas oitavas de final — sequer conseguiu chegar ao “fantasma” das quartas.

A Copa começou para o Brasil com toda a expectativa que cercava o anúncio da lista de 26 jogadores, no dia 18 de maio, especialmente se Neymar seria ou não convocado. O camisa 10 foi chamado para fazer parte do elenco, mas Ancelotti não pôde contar com titulares importantes como Rodrygo, Estêvão e Éder Militão, todos lesionados.

Depois, nos treinos na Granja Comary, em Teresópolis, novo desfalque: Neymar, que, segundo o Santos, havia sofrido um edema na panturrilha direita na véspera da convocação, foi diagnosticado com uma lesão grau 2 e só voltaria a jogar em um prazo de duas a três semanas.

Sem o camisa 10 à disposição, a seleção foi para os amistosos em preparação para a Copa e perdeu mais um jogador: o lateral-direito Wesley se lesionou no jogo com o Egito e foi cortado da lista. O volante Éderson foi convocado no lugar.

Assim, o Brasil chegou para a Copa do Mundo nos Estados Unidos. O início contra o Marrocos assustou. A escalação com Ibañez na lateral-direita e Igor Thiago no ataque não funcionou, o time sentiu a estreia e a seleção brasileira saiu atrás do placar. Depois, porém, começou a brilhar a estrela de Vinicius Jr., o grande nome do time no torneio.

O camisa 7 fez o gol de empate com Marrocos e depois marcou uma vez na vitória por 3 a 0 sobre Haiti e outros dois no 3 a 0 sobre a Escócia. Na segunda rodada, contudo, outra lesão: Raphinha também virou desfalque e deu lugar a Rayan, que não perdeu mais o lugar no time.

Com Vini, Bruno Guimarães e Matheus Cunha como os principais jogadores, o Brasil avançou de fase na liderança do Grupo C e chegou ao mata-mata confiante. O primeiro adversário foi o Japão, que dificultou e muito a vida da seleção. Após sair atrás do placar na primeira etapa, a canarinho conseguiu buscar a virada somente nos acréscimos do segundo tempo, com gol de Martinelli. Desta vez, o lesionado foi Lucas Paquetá, que também virou desfalque.

A vitória levou o Brasil a enfrentar a Noruega de Erling Haaland nas oitavas de final, confronto que pôs fim à história da seleção brasileira nesta Copa e adiou, pela sexta vez seguida, o sonho do hexa.



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