Sob o lema “Ubuntu – Temos História. Somos Cultura. Africa Rise.”, o festival promete reunir criatividade, inovação, negócios e intercâmbio cultural numa edição especial dedicada à afirmação da moda africana no cenário internacional.
Mais do que um festival de desfiles, o Fancy África consolidou-se, ao longo de uma década, como um espaço de formação, empreendedorismo e valorização dos talentos africanos. Para assinalar este momento histórico, a organização preparou uma programação reforçada, apostando na capacitação de profissionais, na internacionalização da indústria e na criação de novas oportunidades para designers, modelos, empreendedores e criativos.
Durante a realização do Luju Festival, em Eswatini, o fundador e director criativo do projecto, King Levi, revelou à imprensa moçambicana que uma das grandes novidades desta edição é o fortalecimento da componente formativa.
A iniciativa integra, este ano, o Fancy Africa Fashion Forum, destinado a estilistas já inseridos no mercado, bem como o Fancy Africa Fashion Lab, plataforma que promove workshops, formação especializada e programas de desenvolvimento dirigidos a jovens criativos e crianças interessadas na área da moda.
“Estamos muito focados em criar espaços de produção, desenvolver crianças, jovens estilistas e continuar a mostrar o trabalho moçambicano ao mundo”, afirmou King Levi.
A dimensão internacional continuará a ser uma das marcas do evento. Segundo o estilista, cerca de 45 criadores de diferentes partes do mundo deverão participar nesta edição, representando países como Moçambique, Brasil, França, Guiné-Bissau, África do Sul, Eswatini e outras nações africanas, reforçando o posicionamento do Fancy África como uma plataforma de intercâmbio criativo e negócios.
Outra das novidades será a realização de uma feira gastronómica, concebida para valorizar os sabores das diferentes províncias moçambicanas. A iniciativa surgiu, segundo Levi, após uma recomendação da Primeira-dama de Moçambique, que incentivou a organização a integrar a diversidade gastronómica nacional no festival. Paralelamente, haverá uma Pop Store & Fashion Experience, destinada à exposição e comercialização de produtos de pequenos empreendedores e marcas emergentes.
O programa da 10.ª edição inclui ainda o Fancy Africa Summit, masterclasses, um Dia Cultural, três dias de desfiles internacionais, sessões de networking e oportunidades de negócio, consolidando o evento como uma plataforma que liga criatividade, investimento e empreendedorismo.
Entre os momentos mais aguardados destaca-se o lançamento dos Fancy Africa Awards, uma distinção inédita que reconhecerá estilistas, designers, modelos e outras personalidades que contribuíram para o crescimento da moda africana e para a construção da história do projecto ao longo dos últimos dez anos.
“Quem caminhou connosco durante estes 10 anos merece ser reconhecido. É uma celebração da consistência, da criatividade e da resiliência de todos os que acreditaram no projecto desde o início”, destacou King Levi.
Durante seis dias, Maputo será o centro da criatividade africana, acolhendo designers, modelos, marcas, compradores, investidores, jornalistas especializados e amantes da moda provenientes de diferentes partes do mundo. Com uma programação diversificada e uma forte aposta na formação e internacionalização, o Fancy Africa reafirma-se como uma das maiores plataformas africanas dedicadas à moda, à economia criativa e ao empreendedorismo cultural.












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