O pedido foi feito durante uma conferência de imprensa organizada por ocasião do Dia Mundial do Leão, celebrado na segunda-feira, pelas organizações FOUR PAWS South Africa, Humane World for Animals South Africa, Voice4Lions e Blood Lions.
“O Governo comprometeu-se a eliminar progressivamente a criação de leões em cativeiro, mas (…) continua a ser legal e a indústria permanece, em grande medida, em funcionamento”, afirmou a diretora da FOUR PAWS South Africa, Fiona Miles, num comunicado divulgado após a conferência de imprensa.
Segundo as Organizações Não-Governamentais (ONG), cerca de 8.000 leões continuam sujeitos à criação e exploração comercial na África do Sul, apesar de, em maio de 2021, a então ministra das Florestas, Pescas e Ambiente, Barbara Creecy, ter anunciado a intenção do Governo de pôr fim à prática.
Esta indústria inclui a criação de leões para fins comerciais, a sua manutenção em instalações privadas, a caça de troféus de exemplares criados em cativeiro, o comércio interno de leões e seus derivados e outras formas de exploração comercial.
“O Dia Mundial do Leão serve como um importante lembrete de que os leões da África do Sul devem estar em ecossistemas prósperos e funcionais, e não em instalações de criação onde são transformados em mercadoria durante todo o seu ciclo de vida”, defenderam as ONG.
Neste sentido, o investigador da Humane World for Animals South Africa, Matthew Schurch, pediu ao atual ministro sul-africano do Ambiente, David Maynier, que “siga os passos dos seus antecessores”.
As organizações garantiram que continuarão a colaborar com o Governo, as partes interessadas e o público para alcançar uma transição responsável, que proteja a reputação internacional da África do Sul em matéria de conservação e turismo.
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