República Democrática do Congo registra mais de 2 mil mortes por ebola


A República Democrática do Congo (RDC) registrou mais de 2 mil mortes durante a nova epidemia de ebola, segundo informações divulgadas pela Agence France-Presse (AFP) nesta terça-feira (11). 

O total, informam autoridades congolesas, se aproxima do registrado no surto mais letal da doença no país, ocorrido entre 2018 e 2020.

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A atual epidemia começou na província de Ituri, no nordeste da RDC, região que faz fronteira com Uganda e Sudão do Sul. A área registra deslocamentos frequentes relacionados à atividade mineradora e também enfrenta a presença de grupos armados, o que dificulta o acesso de equipes de saúde a algumas localidades.

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Em resposta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência sanitária de importância internacional diante da evolução da doença. 

O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África), agência sanitária da União Africana, considera alto o risco de propagação para outros países da África Oriental que fazem fronteira com a RDC.

O atual surto é provocado pela variante Bundibugyo do vírus ebola, cepa que ainda não possui imunizante disponível. As vacinas existentes contra a doença são direcionadas à variante Zaire, responsável pelas maiores epidemias de ebola já registradas.

Antes da atual epidemia, a variante Bundibugyo havia provocado dois surtos. Um ocorreu em Uganda, em 2007, e outro na RDC, em 2012. Nos dois episódios, a taxa de mortalidade ficou entre 30% e 50%.

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