A fabricante de armas Taurus apresentou um lucro líquido de R$ 97,4 milhões no segundo trimestre de 2026, sendo 193,4% superior ao lucro de R$ 33,2 milhões reportado um ano antes. De acordo com a companhia, esse desempenho foi favorecido pelo reconhecimento do reembolso das tarifas de importação aplicadas pelo governo Trump e pela recuperação da margem bruta.
O processo de restituição das tarifas de importação pagas pela Taurus nos EUA teve início em maio de 2026. No segundo trimestre, a empresa reconheceu como “outras receitas operacionais” o montante de R$ 91,1 milhões referentes a esse reembolso. De acordo com a administração, a entrada dos recursos reforçou o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e a geração de caixa da companhia, contribuindo para acelerar a redução do endividamento.
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Na comparação anual, esses efeitos mais do que compensaram a redução do lucro bruto e a reversão do resultado financeiro, que passou de receita líquida de R$ 5,9 milhões para despesa líquida de R$ 8,6 milhões no segundo trimestre de 2026.
Entre abril e junho, a receita líquida da companhia somou R$ 360,9 milhões, sendo uma piora de 10,3% em um ano. No mercado interno, o faturamento foi de R$ 81,1 milhões, alta de 2,1%. Já no mercado externo, as receitas da Taurus atingiram R$ 279,8 milhões, queda de 13,4%.
O lucro bruto, diferença entre receitas e custos, ficou em R$ 123,6 milhões no trimestre encerrado em junho, queda anual de 19,1%.
No trimestre, o Ebitda totalizou R$ 124,8 milhões, sendo 153,7% superior ao Ebitda de R$ 49,2 milhões reportado no segundo trimestre de 2025.
“O segundo trimestre de 2026 marcou um período de forte recuperação e resultados muito positivos para a Taurus”, comenta a administração, em carta que acompanhou o balanço. “Esses resultados refletem um período de maior normalização das operações, evolução favorável do mix de produtos e disciplina financeira. Ganham ainda mais relevância porque foram alcançados em um trimestre com tarifa de 10% sobre as exportações para os Estados Unidos e, até aproximadamente o final de abril, com vendas de produtos provenientes de estoques formados com tarifa de 50%.”
A administração ainda citou o impacto da valorização do real, que pressionou a conversão das receitas geradas no exterior. “Mesmo diante dessas condições, encerramos o trimestre mais rentáveis, menos alavancados e com maior visibilidade comercial, reforçando que estamos avançando na direção certa”, diz a companhia.
Ao final de junho, a dívida líquida da Taurus era de R$ 426,1 milhões, ante dívida de R$ 541,1 milhões do final de março. A alavancagem saiu de 6,85 vezes para 2,76 vezes.
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